segunda-feira, julho 02, 2007

 

Copa América, dia 3 a 7


As partidas que inauguraram o grupo C, com Argentina e Paraguai vencendo, eu perdi em razão de acompanhar o draft da NBA. Vi trechos do jogo do Paraguai com a Colombia, onde a Colombia tentava de qualquer jeito atacar, o Paraguai segue sendo um time que se defende bem, e no contra-ataque o placar fala por si só, 5 à 0.

Uma pena perder a estréia da Argentina mas pelo jeito não foi o fim do mundo. 4 à 1 é excelente, mesmo que o futebol não tenha impressionado. Os EUA vieram com o time B, o que torna o resultado menos surpreendente.

Venezuela ganhou com gosto e merecimento do Peru, que foi inferior quase sempre. Guerrero foi uma estrela solitária, com Pizarro e Farfan sem uma boa atuação. É sem dúvida um dos grandes destaques individuais até aqui. A Venezuela foi mais um coletivo, o seu principal jogador que é com sobre o Arango, tem jogado abaixo do esperado também. Uruguai ganhou com suor desse time fraco da Bolivia, Recoba já pode ficar no banco mas não foi usado ainda, espero que venha para o terceiro jogo, faz muita falta.

Arbitragem até aqui tem sido assustadora, foram poucos os jogos sem nenhum erro capital. Até a Venezuela, dona de casa, foi sériamente prejudicada, o Brasil na estréia idem, Peru, Paraguai, Chile... São erros, mas eles fazem parte do jogo, é preciso entrar com a cabeça pronta pra sobreviver a eles. Nas minhas contas os únicos que foram vitimas de erros capitais e não venceram foram a Venezuela, em que pênalti não marcado ocorreu nos acréscimos, e o Brasil, com um gol legal anulado, com tempo de sobra. Mais uma vez um tanto de azar, mas outro tanto de outras coisas também.

Disse que a defesa do Chile era ruim, e até que foram melhor contra o Brasil. Mas a maior prova que não era nada difícil foi o desempenho das investidas finais de Robinho, que ao perceber o espaço do lado direito, investiu ali e arrancou dois gols. O jogo em si foi fraco, mas o Brasil tentou buscar saídas na maioria do tempo. Anderson não repetiu sua atuação do primeiro jogo, sem criar muito, Julio Baptista não é um criador, é um puxador de ritmo para o ataque, e nessa função foi mais eficiente. Sem armador, Robinho brilha sozinho. Tenta de todo jeito criar, para os outros e para ele. Eu sou a favor de quem diz que Robinho não é titular absoluto do time, pela dificuldade de escalar ele e a dupla Gaúcho/Káka ao mesmo tempo. Mas nesse time sem os dois, Robinho está anos luz de todo mundo.

Farei o possivel pra não atrasar mais os posts.

Brasileiros com notas a partir de agora:

Doni - Pouco exigido desta vez, correto. 6,5
Maicon - Não ajudou nem atrapalhou até se contundir. S/N
Alex - Foi bem, sem falhas graves desta vez. 6
Juan - Exagerou em algumas faltas, mas seguro. 6
Gilberto - Foi melhor apoiando, decepcionou atrás. 5
Mineiro - Mais armador que Elano. 6,5
Gilberto Silva - Bem, mas longe do seu melhor. 6
Elano - Foi volante, defendeu decentemente mas não criou nada. 5,5
Anderson - Mais correu do que criou. 5
Robinho - Não foi fominha, mesmo com direito a ser. 8,5
Vágner Love - Sumido, mas decisivo nos dois primeiros gols. 6,5
Daniel Alves - Finalmente jogou com menos timidez. 6,5
Julio Baptista - Brigador, e só. 6
Josué - Foi melhor que Elano, jogando pouco tempo. S/N
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quarta-feira, junho 27, 2007

 

Copa América, dia 1


Ontem acompanhei a primeira partida da Copa América, após dias de treinos modorrentos da seleção. Não se pode esperar muito de um coletivo desses, mas foi abaixo do esperado o último realizado por Dunga e sua comissão. O time reserva foi mais efetivo, um pouco por seus jogadores terem mais necessidade de aparecer (um velho ditado bem questionável), tocou melhor a bola, mas não foi nada de demais. Segundo alguém da SporTV, Dunga tem pedido para Diego e Elano baterem as faltas, fiquei com a impressão de que Alex será o melhor batedor para faltas de frente ao gol. Ele segue sendo ótimo na paulada (Naldo também é), mas evoluiu bastante na direção. Diego e Elano pegam bem, mas raramente surpreendem.

Acho que o Dunga escalará o time assim:



Num 4-2-3-1. Os últimos amistosos foram assim, com Robinho vindo tabelar com os meias. A aposta na trinca do Santos pode dar certo, como pode dar errado. É uma aposta e só vendo teremos idéia. Robinho pode ser a estrela, mas o jogador chave será Diego. Eu aposto nele, e Dunga está certo em apostar também. Se jogar como no Werder não estará longe daquilo que Káka e Gaúcho são capazes.

Eu tentaria esse esquema:



Daniel Alves é craque, coisa rara. Mas pra isso precisa jogar na posição certa, como no Sevilla. Dani joga muito como lateral mesmo por lá, mas com três zagueiros do lado, e com liberdade pra fazer o que der na telha. Não seria louco de sugerir montar a seleção em torno dele, mas lhe deixar como jogador defesa mesmo é um erro grave. Gilberto também é meia no Hertha, já saiu do Brasil meia. Mas é bem mais capaz de defender, por isso o esquema onde ele possa voltar e fechar uma linha de quatro com os zagueiros. Esse tipo de esquema exige muito treino e ainda assim poderia dar errado, mas na teoria me parece o ideal. Elano tem o trunfo da regularidade. Não vejo como um erro do Dunga, só lhe sacrificaria pelo Daniel. Quem treina todo dia é o Dunga, e ele deve ter suas razões para achar o Vágner Love melhor. Mas eu fico com o Fred, má fase ou não, lesões - talento por talento, não vejo dúvida de quem tem mais.

Uruguai mostrou um futebol mediocre, sem qualquer meio-de-campo. Recoba faz uma tremenda falta, os atacantes tinha de voltar pra buscar jogo... Nada dava certo. O Peru não foi um estouro em termos de talento, mas foi um estouro em comparação com o Uruguai. A trinca Farfan-Pizarro-Guerrero foi sem dúvida muito bem com eventuais colaborações de outros jogadores. O melhor do Uruguai foi um cerot Cristian Rodriguez, que entrou no segundo tempo e na base do empurrão tentou pôr o time no jogo. Venezuela e Bolívia não vi, fugindo do jejum de 10h sem tomar sequer água que um exame me exijia...____________________________________________________

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