sábado, julho 21, 2007

 

me perdi


Opa. Ficamos pelo meio do caminho por compromissos familiares e de saúde que ocuparam parte de meu tempo na semana final da Copa América. A cobertura pela metades pode ser finalizada assim: grande parte da critica esportiva teve uma paciência, uma verdadeira complacência diante da equipe brasileira; pior ainda foram que esses mesmos juntos de tantos outros, mostraram uma ignorância incrível sobre o futebol em geral e sobre quem joga futebol. Não vejo saída: o Dunga é um tecnico fraco pela sua experiência mirrada, mas é melhor e mais inteligente que muita gente. Eu acho que o único defeito sério dele não é de campo, e sim a sua estupidez na forma de tratar as pessoas, especialmente a imprensa. Tentou montar um time durante o torneio, fez experimentos mudando jogadores de posição em várias ocasiões, foi corajoso e indo contra um país inteiro, contra um estilo de futebol que a própria CBF prega, fez um time com a sua cara, da maneira como ele vê futebol. Os jogadores não eram os que eu preferia, o esquema não era o que eu preferia, mas o técnico é ele, e o time que ele montou é, inegavelmente, vencedor.
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domingo, julho 08, 2007

 

Copa América, dia13 em diante


Da-lhe! Acordou o torneio. A qualidade segue não impressionando mas a diversão triplicou, Uruguai e Brasil acordaram, suas estrelas apareceram, as nossas principalmente. O Brasil massacrou, mais que Uruguai e México. Nem tudo foi perfeito, com algumas falhas na defesa, ajudadas pela fragilidade chilena apesar do belo gol de Suazo. O Uruguai não dominou totalmente, mas soube decidir com eficiência, e trás consigo o ressurgimento de Recoba e de Forlan, que finalmente desencantou com dois gols. Às vezes persigo o Paraguai por ser um time, digamos, robótico. O México não é brilhante, mas sabe jogar como se fosse. 6 à 0.

Doni - Falhou em saídas de bola, meio afobado. Sua pior atuação, mas ainda decente. 5,5
Maicon - Bem e no sacrufício. 7
Alex - Decente, mas meio afobado. 6
Juan - A zaga não brilhou, mas fez um gol. 6,5
Gilberto - Desaparecido, não atrapalhou. 5,5
Mineiro - Marcou bem, e soube sair. 6,5
Josué - Marcou bem, subiu bem, deixou o dele. 8
Gilberto Silva - Desperdiçado como limpador de defesa, seu principal lance foi aquele onde um jogador driblou ele e o obrigou a fazer uma falta violenta por trás. 4,5
Julio Baptista - Num jogo em que o time não precisou de armadores, brilhou como uma terceiro atacante. 8
Robinho - Mesmo em seu jogo menos brilhante foi o cara. O jogador da Copa América. 8
Vágner Love - Tentou, tentou, tentou, e no fim fez. Perdeu muitas chances. 6,5
Afonso - Como Vágner tentou, mas não fez. 6
Elano - Uma assistência, mas quase não teve oportunidade de aparecer. 6,5
Naldo - Pouco teve tempo. S;N
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sábado, julho 07, 2007

 

Copa América, dias 9-10


Sem nenhuma empolgação com esse torneio fraco, fica difícil tentar atualizar mais freqüentemente. Só serviu pra tirar atenção do Brasileirão, que vai bem fora de foco. A nossa seleção segue calvagando lentamente, com o Dunga dando uma ênfase toda especial na defesa, um dos poucos pontos positivos do time. E o Robinho carregando o ataque nas costas. Eu ainda acredito até em título, por uma razão muito simples, que é o fato do Paraguai ser um dos destaques dos torneio. Acho que é o bastante.

Os brasileiros:

Doni - Uma saída espalhafatosa foi o único erro. 7
Daniel Alves - Apoiou bem mas cometeu um erro grave levando o cartão. 6
Alex - Sem erros. 8
Juan - Sem erros. 8
Gilberto - Nada de demais. 6
Gilberto Silva - Protegeu bem a zaga sem ter um ataque que realmente assustasse. 7
Mineiro - Bem na cobertura de Dani Alves. 7
Josué - Bem na cobertura de Gilberto e Kléber. 7
Julio Baptista - Várias chances no primeiro tempo, segundo tempo apagado. 6,5
Robinho - Fez de tudo um pouco, dançou e conseguiu o penalti. 8,5.
Vágner Love - Apareceu desta vez, mas sem a capacidade de decisão. 6
Diego - Pouco fez para a expectativa que se tem. 5,5
Kleber - Na mesma do Gilberto. 6
Alex Silva - Só um teste para eventual improvisação. S/N
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terça-feira, julho 03, 2007

 

Copa América, dia 8


Foram boas as partidas do grupo C, com o time B americano fazendo um bom papel em campo. No placar nem tanto, é claro. Mereceram o empate, mas perderam muitas chances. Já a Colombia não se pode dizer o mesmo. Bem que assustaram os argentinos, mas é um time no máximo esforçado, meio tosco mesmo. Pouco pode se dizer que se destacou no time. Paraguai é bom, ainda defendem bem, não chegam a ser intransponíveis, mas é uma boa retranca. Só saberemos se o contra-ataque é mesmo eficiente em breve. A Argentina segue não precisando de brilho para vencer, sobra no seu grupo. Riquelme foi decisivo, mas não brilhou tanto assim, apesar de dois gols. Sempre defendi o Diego Milito como o melhor dos Militos, mas ontem ele teve uma atuação sofrível, apesar do gol no fim, bonito mesmo com desvio no Cordoba.
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segunda-feira, julho 02, 2007

 

Copa América, dia 3 a 7


As partidas que inauguraram o grupo C, com Argentina e Paraguai vencendo, eu perdi em razão de acompanhar o draft da NBA. Vi trechos do jogo do Paraguai com a Colombia, onde a Colombia tentava de qualquer jeito atacar, o Paraguai segue sendo um time que se defende bem, e no contra-ataque o placar fala por si só, 5 à 0.

Uma pena perder a estréia da Argentina mas pelo jeito não foi o fim do mundo. 4 à 1 é excelente, mesmo que o futebol não tenha impressionado. Os EUA vieram com o time B, o que torna o resultado menos surpreendente.

Venezuela ganhou com gosto e merecimento do Peru, que foi inferior quase sempre. Guerrero foi uma estrela solitária, com Pizarro e Farfan sem uma boa atuação. É sem dúvida um dos grandes destaques individuais até aqui. A Venezuela foi mais um coletivo, o seu principal jogador que é com sobre o Arango, tem jogado abaixo do esperado também. Uruguai ganhou com suor desse time fraco da Bolivia, Recoba já pode ficar no banco mas não foi usado ainda, espero que venha para o terceiro jogo, faz muita falta.

Arbitragem até aqui tem sido assustadora, foram poucos os jogos sem nenhum erro capital. Até a Venezuela, dona de casa, foi sériamente prejudicada, o Brasil na estréia idem, Peru, Paraguai, Chile... São erros, mas eles fazem parte do jogo, é preciso entrar com a cabeça pronta pra sobreviver a eles. Nas minhas contas os únicos que foram vitimas de erros capitais e não venceram foram a Venezuela, em que pênalti não marcado ocorreu nos acréscimos, e o Brasil, com um gol legal anulado, com tempo de sobra. Mais uma vez um tanto de azar, mas outro tanto de outras coisas também.

Disse que a defesa do Chile era ruim, e até que foram melhor contra o Brasil. Mas a maior prova que não era nada difícil foi o desempenho das investidas finais de Robinho, que ao perceber o espaço do lado direito, investiu ali e arrancou dois gols. O jogo em si foi fraco, mas o Brasil tentou buscar saídas na maioria do tempo. Anderson não repetiu sua atuação do primeiro jogo, sem criar muito, Julio Baptista não é um criador, é um puxador de ritmo para o ataque, e nessa função foi mais eficiente. Sem armador, Robinho brilha sozinho. Tenta de todo jeito criar, para os outros e para ele. Eu sou a favor de quem diz que Robinho não é titular absoluto do time, pela dificuldade de escalar ele e a dupla Gaúcho/Káka ao mesmo tempo. Mas nesse time sem os dois, Robinho está anos luz de todo mundo.

Farei o possivel pra não atrasar mais os posts.

Brasileiros com notas a partir de agora:

Doni - Pouco exigido desta vez, correto. 6,5
Maicon - Não ajudou nem atrapalhou até se contundir. S/N
Alex - Foi bem, sem falhas graves desta vez. 6
Juan - Exagerou em algumas faltas, mas seguro. 6
Gilberto - Foi melhor apoiando, decepcionou atrás. 5
Mineiro - Mais armador que Elano. 6,5
Gilberto Silva - Bem, mas longe do seu melhor. 6
Elano - Foi volante, defendeu decentemente mas não criou nada. 5,5
Anderson - Mais correu do que criou. 5
Robinho - Não foi fominha, mesmo com direito a ser. 8,5
Vágner Love - Sumido, mas decisivo nos dois primeiros gols. 6,5
Daniel Alves - Finalmente jogou com menos timidez. 6,5
Julio Baptista - Brigador, e só. 6
Josué - Foi melhor que Elano, jogando pouco tempo. S/N
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quinta-feira, junho 28, 2007

 

Copa América, dia 2


O Dunga como técnico não é de se jogar fora. Afinal, foi jogado na fogueira, pra remontar um time e tudo mais, e no minímo corajoso ele é. O time que ele pôs pra jogar pode não ser o ideal, mas é o que parecia mais lógico dentro do trabalho dele, tirando a entrada do Doni. Fazia um tempo que não via a seleção tão bem quanto no princípio de jogo. Mas o bandeira errou, e o México foi muito mais eficiente, dois belos gols. Aí o time morreu em campo. E Dunga não teve medo de mexer, trocou todo o esquema, arriscou. Não foi suficiente, alias, não foi nada suficiente. Goleiro fazendo ótimas defesas, zagueiros tirando a bola na linha... Isso tem um pouco de sorte, mas também é posicionamento, defesa. O que não se pode acusar esta equipe foi de desleixo. Os jogadores e Dunga dizem que só não fizeram porque o goleiro foi demais, e por aí vai. Mas e o México? Doni salvou uma grande chance, tão grande quanto qualquer defesa do goleiro mexicano. E em mais duas oportunidades, eles perderam chances incríveis, a primeira quando Castillo quis fazer golaço indo sozinho sem abrir para um companheiro livre pra rolar pro gol em posição legal, e se aproveitando outra vez da defesa avançada, o cara perdeu o golaço mais feito de todos os tempos, driblando o Doni e com espaço de sobra rolando pra fora.

O Dunga pode não ser o cara certo, mas já que lhe colocaram ali, ele tá tentando. Esforçado ele é. Medonho é seu relacionamento com a imprensa em geral, de quem guarda rancores desde a Copa de 90, onde fora massacrado por ela. Dunga não tem limite para perturbar os jornalistas, enganou eles dando a entender que jogava com os goleiros invertidos nos treinos, na cara dura. Até 5min antes, a escalação oficial já marcava o nome de Helton como o titular o que mudou apenas na preleção final. Na coletiva, Dunga parecia se divertir ao apontar que eles (os jornalistas) não tinham realizado seu trabalho direito.

A defesa do Chile é uma peneira e o Brasil tem condições de golear até se estiver numa boa tarde. O time deles é no máximo esforçado, e ainda não sabe lidar muito bem com o talento de Mark Gonzalez. O Suazo pode formar ótima dupla com Valdivia, um finalizando os belos passes do outro, mas pra isso precisam se entrosar mais, para isso vem aí as eliminatórias.

O Equador é outro nível, vários jogadores bons, estilo muito diferente. Perdeu porque não soube administrar o placar, achou que golearia, e terminou levando um golpe fatal. Quando digo outro nível, é porque eram vários jogadores fazendo tabelas, criando. Eles não tem figuras que sejam os caras, como tem o Chile, Peru e até o Uruguai. Mas nessa história, os dois melhores times do grupo perderam. Alguma coisa isso deve significar.
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quarta-feira, junho 27, 2007

 

Copa América, dia 1


Ontem acompanhei a primeira partida da Copa América, após dias de treinos modorrentos da seleção. Não se pode esperar muito de um coletivo desses, mas foi abaixo do esperado o último realizado por Dunga e sua comissão. O time reserva foi mais efetivo, um pouco por seus jogadores terem mais necessidade de aparecer (um velho ditado bem questionável), tocou melhor a bola, mas não foi nada de demais. Segundo alguém da SporTV, Dunga tem pedido para Diego e Elano baterem as faltas, fiquei com a impressão de que Alex será o melhor batedor para faltas de frente ao gol. Ele segue sendo ótimo na paulada (Naldo também é), mas evoluiu bastante na direção. Diego e Elano pegam bem, mas raramente surpreendem.

Acho que o Dunga escalará o time assim:



Num 4-2-3-1. Os últimos amistosos foram assim, com Robinho vindo tabelar com os meias. A aposta na trinca do Santos pode dar certo, como pode dar errado. É uma aposta e só vendo teremos idéia. Robinho pode ser a estrela, mas o jogador chave será Diego. Eu aposto nele, e Dunga está certo em apostar também. Se jogar como no Werder não estará longe daquilo que Káka e Gaúcho são capazes.

Eu tentaria esse esquema:



Daniel Alves é craque, coisa rara. Mas pra isso precisa jogar na posição certa, como no Sevilla. Dani joga muito como lateral mesmo por lá, mas com três zagueiros do lado, e com liberdade pra fazer o que der na telha. Não seria louco de sugerir montar a seleção em torno dele, mas lhe deixar como jogador defesa mesmo é um erro grave. Gilberto também é meia no Hertha, já saiu do Brasil meia. Mas é bem mais capaz de defender, por isso o esquema onde ele possa voltar e fechar uma linha de quatro com os zagueiros. Esse tipo de esquema exige muito treino e ainda assim poderia dar errado, mas na teoria me parece o ideal. Elano tem o trunfo da regularidade. Não vejo como um erro do Dunga, só lhe sacrificaria pelo Daniel. Quem treina todo dia é o Dunga, e ele deve ter suas razões para achar o Vágner Love melhor. Mas eu fico com o Fred, má fase ou não, lesões - talento por talento, não vejo dúvida de quem tem mais.

Uruguai mostrou um futebol mediocre, sem qualquer meio-de-campo. Recoba faz uma tremenda falta, os atacantes tinha de voltar pra buscar jogo... Nada dava certo. O Peru não foi um estouro em termos de talento, mas foi um estouro em comparação com o Uruguai. A trinca Farfan-Pizarro-Guerrero foi sem dúvida muito bem com eventuais colaborações de outros jogadores. O melhor do Uruguai foi um cerot Cristian Rodriguez, que entrou no segundo tempo e na base do empurrão tentou pôr o time no jogo. Venezuela e Bolívia não vi, fugindo do jejum de 10h sem tomar sequer água que um exame me exijia...____________________________________________________

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sexta-feira, junho 22, 2007

 

Copa América


Cobertura vem aí. Tomara que role ao estilo ano passado, bolão e tudo. Enquanto o Dunga diz que Maicon e Vágner Love são titulares, a Argentina vem aí com Riquelme, Messi, Tevez e Crespo de uma só vez.

Fora Muricy já foi dito por aqui até durante o Brasileirão do ano passado, mas hoje ele deu um show no SporTV, mostrou que vê futebol de fato, ao contrário de boa parte dos comentaristas de lá, que mesmo ganhando pra isso não parecem ter qualquer interesse em assistir mais do que os campeonatos locais. Situações onde isso fica evidente surgem a toda hora, vide durante uma reportagem na semana passada em que um dos repórteres, acho que o Mauro Naves, informou que DIZEM que Daniel Alves era até mais importante para o Sevilla que Robinho para o Real. Jornalismo dez, hein? ____________________________________________________

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segunda-feira, maio 28, 2007

 

?


Bom, vamos seguindo. Acho que é evidente que passamos da fase da auto-ilusão de que o "um, dois" vai voltar, então voltamos a nossa programação normal. O blog fala sobre tudo, etc, deu.

Tempo para comentar a última convocação da seleção, não a dos amistosos, pq essa eu relevo em todas suas particularidades, amistoso tá aí pra tudo isso mesmo.

Mas os 34 pré-convocados (a lista final sai depois do último amistoso) que devem ir a Copa América são ainda mais surreais. Sou 100% contra a argumentação de alguns, de que se é para fazer testes com novos jogadores, que se faça com os tantos destaques locais que surgem no nosso campeonato - acho que se testa o jogador que ao técnico interessa. Acho que essa visão está errando o alvo, se baseando na idéia de que o jogador se valoriza lá fora. Não deixa de ser verdade que certos jogadores só são notados tardiamente, mas não restam dúvidas que em certos casos, como o do Cicinho por exemplo, o jogador era muito mais unanimidade enquanto atuava no Brasil do que fora. Eu não sei mesmo o que faz do Bruno inferior ao Diego do Atlético-MG, alias, eu não sei nem o que faz do Fábio Costa inferior a ele, ou o Flávio do Paraná... São critérios estranhos, inexplicáveis, que levam jogadores bizarríssimos a seleção.

É fato que se esteja estabilizando um trabalho com jogadores jovens, visando Pequim 2008. Titulares goleiros nos times da série A que completam 23 anos em 2008: Guilherme (CAP), Julio César (Botafogo), Renan (Inter) e o Diego do Atlético-MG. Esse teste com o Diego pode até ter sentido, mas aquele com o Cássio, goleiro do Grêmio e da seleção sub-20, não faz nexo qualquer. No começo do ano ele foi bem pelo sulamericano sub-20, mas nada de outro mundo. Desde então, tem sido apenas o quarto goleiro do Grêmio. Veja bem: quarto. Além do titular Saja e de Gallato (titular na campanha da série B), Marcelo Grohê se encontra - nascido em 1987, ou seja, tão ou mais elegível que Cássio, e com uma temporada como titular do Grêmio no currículo. Não acho que esse cara mereça qualquer atenção, mas o Cássio muito menos. Renan e Julio César com certeza merecem atenção enquanto possíveis goleiros olímpicos. O Diego, tomara, também. Desconheço com precisão a regra (vou averiguar o assunto) das Olímpiadas, mas caso o jogador complete 24 anos apenas depois das Olímpiadas e possa jogar, ainda teria o Bruno como elegível.

E veja bem: bizarro não é desconhecido. O Morais na seleção só é bizarro. Se quer o melhor do Vasco é. E o pior: é um retorno, pq fora chamado pelo Dunga lá no começo. Surreal mesmo: faz dois gols num jogo e no dia seguinte está na seleção de novo!

Em vez de testar vários laterais, o Dunga deveria pensar melhor em como faze-los funcionar. Pq está cada vez mais claro que o que a gente concebe como lateral, não é aquilo que os europeus concebem como laterais. Assim, quando eles não se tornam meias (caso cada vez mais freqüente), jogam como o Daniel Alves, com três outros companheiros de defesa plantados. Para seguir nesse exemplo, quando o Adriano chegou no Sevilla, ele também seria lateral, como foi nas mãos de Dunga. Mas com Daniel Alves na direita, o Adriano foi se tornar meia pela esquerda, pq os dois juntos era inconcebível. Belleti é o inverso, o volante transformado em lateral justamente pela marcação ainda no Brasil, pelo Muricy. Os laterais meias também não são privilégios europeus, tem o Felipe, o Gilberto que na seleção joga de lateral mas no São Caetano já era o mesmo meia que é no Herhta. Exemplo tosco também vale: Fábio Baiano. O Anderson, hoje no Porto, e também convocado, era lateral-esquerdo nos juniors, quem viu e puxou pro meio foi o Cuca. Quando estava no São Pauo, o próprio Cuca colocou o Cicinho como armador do time, mesmo jogando com ele pela ala. Outra: basta ver como so volantes mudam lá. Julio Baptista é caso radical, mas Simplicio, Gilberto Silva, Emerson, são todos figuras que estão surgindo como eficiência na frente, sempre que possível. Aqui, quando no 4-4-2, jamais saíriam do lugar (o Emerson no Grêmio era basicamente armador). A saída local é o esquema em queda na Europa: o 3-5-2. Assim, um Mineiro pode se firmar como arma surpresa, Léo Moura e outros laterais que atuam do meio pra frente seguem existindo.

Não há muito como chegar a conclusão qualquer nesse assunto. Mas creio que não é a solução escalar como lateral um jogador que não é lateral há algum tempo como o Gilberto, e pôr do outro lado pontas como Cicinho ou Daniel Alves. Nenhum dos dois vai acabar se saindo tão bem quanto poderia, e nme os nossos volantes terão espaço pra trabalhar que mereciam, num desperdício de talento.

Um dia eu organizo isso tudo.
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