domingo, julho 08, 2007

 

Copa América, dia13 em diante


Da-lhe! Acordou o torneio. A qualidade segue não impressionando mas a diversão triplicou, Uruguai e Brasil acordaram, suas estrelas apareceram, as nossas principalmente. O Brasil massacrou, mais que Uruguai e México. Nem tudo foi perfeito, com algumas falhas na defesa, ajudadas pela fragilidade chilena apesar do belo gol de Suazo. O Uruguai não dominou totalmente, mas soube decidir com eficiência, e trás consigo o ressurgimento de Recoba e de Forlan, que finalmente desencantou com dois gols. Às vezes persigo o Paraguai por ser um time, digamos, robótico. O México não é brilhante, mas sabe jogar como se fosse. 6 à 0.

Doni - Falhou em saídas de bola, meio afobado. Sua pior atuação, mas ainda decente. 5,5
Maicon - Bem e no sacrufício. 7
Alex - Decente, mas meio afobado. 6
Juan - A zaga não brilhou, mas fez um gol. 6,5
Gilberto - Desaparecido, não atrapalhou. 5,5
Mineiro - Marcou bem, e soube sair. 6,5
Josué - Marcou bem, subiu bem, deixou o dele. 8
Gilberto Silva - Desperdiçado como limpador de defesa, seu principal lance foi aquele onde um jogador driblou ele e o obrigou a fazer uma falta violenta por trás. 4,5
Julio Baptista - Num jogo em que o time não precisou de armadores, brilhou como uma terceiro atacante. 8
Robinho - Mesmo em seu jogo menos brilhante foi o cara. O jogador da Copa América. 8
Vágner Love - Tentou, tentou, tentou, e no fim fez. Perdeu muitas chances. 6,5
Afonso - Como Vágner tentou, mas não fez. 6
Elano - Uma assistência, mas quase não teve oportunidade de aparecer. 6,5
Naldo - Pouco teve tempo. S;N
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quarta-feira, junho 27, 2007

 

Copa América, dia 1


Ontem acompanhei a primeira partida da Copa América, após dias de treinos modorrentos da seleção. Não se pode esperar muito de um coletivo desses, mas foi abaixo do esperado o último realizado por Dunga e sua comissão. O time reserva foi mais efetivo, um pouco por seus jogadores terem mais necessidade de aparecer (um velho ditado bem questionável), tocou melhor a bola, mas não foi nada de demais. Segundo alguém da SporTV, Dunga tem pedido para Diego e Elano baterem as faltas, fiquei com a impressão de que Alex será o melhor batedor para faltas de frente ao gol. Ele segue sendo ótimo na paulada (Naldo também é), mas evoluiu bastante na direção. Diego e Elano pegam bem, mas raramente surpreendem.

Acho que o Dunga escalará o time assim:



Num 4-2-3-1. Os últimos amistosos foram assim, com Robinho vindo tabelar com os meias. A aposta na trinca do Santos pode dar certo, como pode dar errado. É uma aposta e só vendo teremos idéia. Robinho pode ser a estrela, mas o jogador chave será Diego. Eu aposto nele, e Dunga está certo em apostar também. Se jogar como no Werder não estará longe daquilo que Káka e Gaúcho são capazes.

Eu tentaria esse esquema:



Daniel Alves é craque, coisa rara. Mas pra isso precisa jogar na posição certa, como no Sevilla. Dani joga muito como lateral mesmo por lá, mas com três zagueiros do lado, e com liberdade pra fazer o que der na telha. Não seria louco de sugerir montar a seleção em torno dele, mas lhe deixar como jogador defesa mesmo é um erro grave. Gilberto também é meia no Hertha, já saiu do Brasil meia. Mas é bem mais capaz de defender, por isso o esquema onde ele possa voltar e fechar uma linha de quatro com os zagueiros. Esse tipo de esquema exige muito treino e ainda assim poderia dar errado, mas na teoria me parece o ideal. Elano tem o trunfo da regularidade. Não vejo como um erro do Dunga, só lhe sacrificaria pelo Daniel. Quem treina todo dia é o Dunga, e ele deve ter suas razões para achar o Vágner Love melhor. Mas eu fico com o Fred, má fase ou não, lesões - talento por talento, não vejo dúvida de quem tem mais.

Uruguai mostrou um futebol mediocre, sem qualquer meio-de-campo. Recoba faz uma tremenda falta, os atacantes tinha de voltar pra buscar jogo... Nada dava certo. O Peru não foi um estouro em termos de talento, mas foi um estouro em comparação com o Uruguai. A trinca Farfan-Pizarro-Guerrero foi sem dúvida muito bem com eventuais colaborações de outros jogadores. O melhor do Uruguai foi um cerot Cristian Rodriguez, que entrou no segundo tempo e na base do empurrão tentou pôr o time no jogo. Venezuela e Bolívia não vi, fugindo do jejum de 10h sem tomar sequer água que um exame me exijia...____________________________________________________

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